Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 Suplementação de bovinos

Suplementação de bovinos

 

José Leonardo Ribeiro*

 

O aumento da eficiência produtiva quase sempre é limitado pela deficiência nutricional presenciada pelos animais ao longo do seu crescimento. Por definição, o animal só desempenhará satisfatoriamente suas funções produtivas e reprodutivas quando lhe disponibilizarem nutrientes em quantidade e qualidade adequadas. E por ser criado em sistema de produção, baseado quase que exclusivamente na exploração das pastagens, fato comumente observado no Brasil, torna-se praticamente impossível conciliar a produção de forragem de alta qualidade, durante o ano, com a demanda de nutrientes.

 

A produção pecuária dos países localizados no Trópico Sul, no qual se enquadra o Brasil, é reconhecidamente afetada pela estacionalidade da produção de forragens. Esta estacionalidade gera a necessidade de suplementação mineral e proteica dos bovinos no período seco, quando o objetivo dos pecuaristas é o incremento do ganho de peso.

 

Na tentativa de elevar a produção de forragem, muitos produtores vedam piquetes precocemente, resultando no aumento do intervalo entre cortes do capim e em alterações significativas na estrutura e composição daquele a ser pastejado. A maior altura do dossel forrageiro será representada por incremento de haste, a qual apresenta valor nutritivo bem inferior às folhas. Quanto maior a altura no momento do pastejo, maior o tempo para a realização de um bocado, o que poderá acarretar menor consumo ao longo de um dia de pastejo. A forragem consumida apresentará menores teores de minerais e proteína bruta, porém maior teor de fibra.

 

A redução porcentual do teor de proteína bruta é bem mais significativa que a queda no de Nutrientes Digestíveis Totais (DNT), levando ao aumento da relação NDT:PB. Quando essa relação excede 7:1, o consumo de matéria seca é prejudicado, pois o seu aumento indica falta de nitrogênio fermentescível no rúmen, substrato fundamental para que os micro-organismos degradem alimentos fibrosos.

 

A deficiência de fontes nitrogenadas no rúmen, principalmente oriundas de fontes de proteína verdadeira (ex.: farelos proteicos), resulta em menor síntese de proteína microbiana e, consequentemente, na redução do aporte de aminoácidos no duodeno, fato que também explica a diminuição de consumo. Por isso, não é incomum resultados de desempenhos insatisfatórios no período seco, quando bovinos não são suplementados com fontes proteicas adequadas.

 

Em última análise, ao suplementar os animais com nutrientes limitantes na forragem (proteína, energia e minerais), no período seco, haverá incremento no consumo de forragem, bem como maior digestibilidade do alimento consumido. A adoção dessa prática elimina o chamado “boi sanfona”, animal que perde peso no período seco, fato que compromete a eficiência econômica e produtiva de qualquer propriedade.

 

(*) José Leonardo Ribeiro é gerente de Produtos de Ruminantes da Guabi

 

 

 PUBLICIDADE