Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 Leite

Leite

Aposta na retomada


Após ano considerado ruim, produtores e indústria se animam com melhora nos preços e estimativas de crescimento para o PIB e para o consumo

 

Carla Guimarães

 

O ano de 2009 foi quase que, literalmente, um período de vacas magras para o setor lácteo no Brasil. A queda de produção, segundo estimativas da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), tende a chegar a 2%. Com o mercado externo, em especial, assolado pela crise financeira mundial e um câmbio considerado inviável para transações internacionais, a balança comercial do setor encerrou o ano no negativo diante de um superávit de cerca de 200 milhões de dólares em 2008. O ano de 2010, no entanto, traz expectativas de dias melhores para a cadeia. As indústrias sinalizam investimentos, o mercado externo apresenta preços em níveis mais elevados e produtores sinalizam disposição para responder a um aumento de demanda pela matéria-prima.

 

O preço do leite em pó no mercado internacional começou a se recuperar no fim do ano passado, atingindo 4 mil dólares por tonelada. Depois de cair a menos de 2 mil dólares, a cotação voltou a subir influenciada, entre outros motivos, pelos baixos estoques nos Estados Unidos. No fim de outubro, o volume de leite em pó desnatado nas indústrias estadunidenses estava 46,7% abaixo do montante registrado em 2008, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).

 

Segundo relatório da Food and Agriculture Organization (FAO) divulgado em dezembro, a partir de fevereiro de 2009 os produtos lácteos que registraram os maiores aumentos foram a manteiga, que dobrou de preço no período, e os leites em pó desnatado e integral, que subiram cerca de 90%.

 

Alfredo Luiz Correia, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite-GO), diz que o preço no mercado internacional ainda não é atraente para o Brasil exportar. “Não somos competitivos”. Ele calcula próximo de 0,35 centavos de dólar como custo de produção de um litro de leite no País, enquanto na Nova Zelândia, por exemplo, a produção sai por 0,22 centavos de dólar.

 

Para o economista Edson Alves Novaes, gerente de estudos técnicos e econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a melhora do setor em 2010 depende de variáveis como câmbio e taxas de juros. A valorização do real frente ao dólar ano passado resultou em déficit nas exportações. Juros elevados, diz, reforçam a desvalorização do dólar perante o real, o que tem como consequência a perda de competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

 

Como reflexo da crise financeira global, o volume de exportação de leite no mundo vai cair 5% em 2009, segundo estimativa da FAO. Em 2010, a FAO espera retomada do comércio internacional de lácteos a níveis pré-crise, com crescimento das exportações e importações. A estimativa é de um incremento de 8% das transações de leite em pó integral e de 3% do tipo desnatado.

 

Para o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, ainda é prematuro prever melhora neste ano na exportação brasileira de itens do setor. “Com o câmbio que está hoje precisa ser artista para exportar.” Ele pondera que grandes países exportadores como União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, têm subsídios e podem compensar a questão cambial, o que no Brasil não acontece. Na segunda quinzena de janeiro, a cotação do dólar estava em quase R$ 1,77 e havia se elevado para mais de R$ 1,80 no fim do mês.

 

Rubez destaca que há cerca de seis anos o Brasil foi o maior importador de lácteos do mundo. Em 2008, passou a ser exportador. “O preço pago ao produtor e o câmbio estavam bons, dava para exportar”, argumenta. No mês de dezembro daquele ano o valor de venda da moeda norte-americana chegou a R$ 2,50. Quanto a 2010, a expectativa de Rubez é de que seja um ano relativamente bom para o mercado, “porque 2009 foi ruim”.

 

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, aponta que, assim como ocorreu de 2007 a 2008, a elevação do preço no mercado internacional também representará aumento na remuneração dos produtores no mercado doméstico. Jorge Rubez, da Leite Brasil, acredita na possibilidade de que em fevereiro os preços pagos ao produtor pelo litro de leite cheguem a R$ 0,80, como em agosto do ano passado, influenciado pela demanda por matéria-prima.

 

Preço maior estimula aumento da produção

 

A volta do preço do leite no mercado internacional a um valor até maior que a média de 3.500 dólares por tonelada anima o setor. “Se mantiver esse nível ou chegar até 5 mil dólares por tonelada é razoável, dá para o setor se sustentar”, diz o fundador e presidente da Cooperativa dos Produtores de Leite de Goiás (CoopGoiás), João Bosco Umbelino.

 

Criada em 2007, a CoopGoiás estabeleceu relação de cooperativa com a unidade goiana da Itambé, para onde comercializa toda a produção captada. Em 2008, a média produzida foi de 500 mil litros por dia. Ano passado, a média recuou para 470 mil litros diários, fornecidos por aproximadamente 570 produtores. Para este ano, a expectativa de Umbelino é trabalhar com média superior a 600 mil litros de leite por dia. “2010 começa em clima de recuperação, voltando a normalizar o consumo”.

 

Rodrigo Alvim, da CNA, pontua que, quando se tem melhores condições de renda, a tendência é aumentar a produção. Ele comenta que em 2009, com produtores desestimulados, a alimentação dos animais foi reduzida, e, consequentemente, a produção. Segundo Alvim, no primeiro semestre do ano passado a queda foi de 4,5% referente ao mesmo período de 2008. O economista Edson Alves Novaes informa que, em Goiás, a produção nos seis primeiros meses de 2009 caiu 4% empurrada pelo recuo nos preços do produto no segundo semestre de 2008.

 

Com o valor do leite longa-vida mais atrativo, a produção começou a aumentar no segundo semestre do ano passado. A antecipação de quase 60 dias das chuvas também colaborou para o incremento. Na primeira semana de janeiro, a expectativa de Novaes era de que 2009 fechasse com um acréscimo de 2% a 3% na produção, alcançando 2,931 bilhões de litros. Em 2008, foram produzidos 2,873 bilhões de litros de leite em Goiás.

 

Relatório da FAO estima uma produção mundial em 2009 de 701 milhões de toneladas, o equivalente a um aumento de 1% comparado aos resultados de 2008. Para 2010, o órgão projeta incremento de 2% na produção da matéria-prima, atingindo 714 milhões de toneladas no mundo. No Brasil, a tendência, segundo o relatório, é de que seja mantido o volume de 28 milhões de toneladas.

 

O produtor de leite Eurípedes Bassamurfo da Costa, de Itaberaí (GO), planeja manter o volume produzido este ano comparado a 2009, mas pontua que, se houver possibilidade de crescimento dos preços, vai aumentar a quantidade. “Investe-se no animal que tem genética e se ganha em cima do custo-benefício”. A produção de leite na propriedade de Eurípedes chega a 2.800 litros por dia, que são fornecidos para laticínios próximos a Goiânia.

 

Também de Itaberaí, o engenheiro agrônomo e produtor de leite Gilson Gonçalves Costa diz que em 2009 o preço pago não foi “de todo ruim”. E frisa que “oscilação sempre há. O interessante é adaptar-se ao mercado. É melhor produzir menos tendo lucro do que muito tendo prejuízo”.

 

Desde 1978 na produção de leite, Costa aponta o período de 1990/1992 como o pior para o setor. “Cheguei a vender leite a 0,06 centavos de dólar na época”. Em dezembro do ano passado, na propriedade de Gilson, 120 vacas produziam 2 mil litros de leite por dia numa área de 100 hectares, basicamente a pasto. “Se o preço estivesse compensando investiria mais em volume de ração”.

 

Cenário – O diretor-executivo do Sindileite, Alfredo Luiz Correia, destaca que no ano passado o setor teve um período de euforia de maio a julho com a venda de leite longa-vida. Ele explica ter ocorrido uma recuperação pontual por haver menor quantidade de produtos no mercado internacional para mandar para o Brasil e um limite estipulado para importação. Além disso, a seca prolongada no Sul fez com que a demanda em Goiás aumentasse e, consequentemente, o preço para a cadeia. Ao produtor, o preço chegou à média de R$ 0,80. Queijo e leite em pó não reagiram na mesma proporção.

Alfredo informa que houve desvio do leite que seria usado na fabricação desses produtos para o tipo longa-vida, o que voltou a equilibrar o mercado.

 

A chuva antes do previsto, em agosto, antecipou a safra para outubro, o que levou à queda dos preços para o produtor e o consumidor. Em janeiro de 2009, o preço pago pelo litro de leite ao produtor estava na média de R$ 0,56. Em agosto, chegou a R$ 0,76, um crescimento de 34%. No mês de dezembro o montante voltou a cair, estabelecendo-se em R$ 0,55. Em meados de janeiro de 2010, a média de preço era R$ 0,60 com cotação máxima de R$ 0,77.

 

O presidente da Central de Laticínios de Goiás (Centroleite), Haroldo Max de Sousa, espera para este ano volume e preços maiores do que os registrados em 2009. “O consumo deve estar aquecido no mercado interno. Os custos de produção, como a do milho, não devem estar tão altos”, justifica. A Centroleite presta serviços de intermediação comercial na venda do leite in natura. As 14 cooperativas associadas à central produzem 1 milhão de litros de leite por dia, fornecidos por mais de 5 mil produtores. O presidente da Central diz que o volume de produção de 2009 ficou dentro da média histórica e das perspectivas de mercado. Segundo ele, o que sustentou o setor foi o consumo interno.

 

Em 2008, segundo o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, cerca de 3% da produção brasileira de leite foi exportada, o equivalente a 500 milhões de dólares. Ano passado estima-se que o volume vendido a outros países não alcançou 1,8% da produção, correspondendo a uma movimentação de 300 milhões de dólares e a um resultado negativo da balança em mais de 100 milhões de dólares.

 

A Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR/Itambé), terceira maior empresa de laticínios no País, em 2008 exportou 25% de sua produção, e no ano passado 5%. Por outro lado, o presidente do Conselho de Administração da Itambé, Jacques Gontijo Álvares, frisa que a Itambé registrou em 2009 crescimento de 15% nas vendas no mercado interno. A alta, no entanto, não foi suficiente para manter em ascensão o faturamento da empresa, que caiu 8% – saiu de R$ 2,040 bilhões em 2008 para R$ 1,9 bilhão ano passado. O volume de leite processado também recuou, foi de 1,2 bilhão em 2008 para 1,1 bilhão em 2009.

 

Para este ano, a expectativa do setor é de prosperidade. A previsão da Focus e de outros organismos é de crescimento do PIB brasileiro entre 4,5% e 5%. O economista Edson Novaes aponta que, junto ao crescimento da economia, espera-se o aumento do consumo de lácteos no País e a melhora no mercado internacional. Ele cita, como exemplo, que os EUA já sinalizaram a utilização de 60 milhões de dólares para importar lácteos a serem destinados a programas sociais no país. “Isso traz a confiança de que 2010 seja melhor que 2009”, reforça.

 

“Se houver crescimento do País, o setor lácteo sentirá o aumento das vendas. O produtor está se preparando para produzir mais”, diz Haroldo Max de Sousa, presidente da Centroleite.

 

Estudo prevê aumento de consumo até 2012

 

Entre 2009 e 2012, o consumo global de lácteos crescerá a uma taxa acumulada de 2,2% ao ano, enquanto no Brasil o índice anual de incremento será de 3%. As estimativas são da Tetra Pak Dairy Index, divulgadas em dezembro. Segundo o levantamento, apesar do cenário de recessão econômica mundial, o consumo de produtos lácteos crescerá 1,3% de 2008 para 2009, passando de 259 bilhões de litros para 263 bilhões.

 

No Brasil, o crescimento do consumo calculado pela Tetra Pak foi de 2,5% no ano passado, alcançando 10,3 bilhões de litros. As projeções da empresa surpreenderam Rodrigo Alvim, da CNA. Ele aponta que no País a justificativa para o crescimento é o aumento de renda da população. Alvim ressalta que no Nordeste o avanço foi de 20%, resultado empurrado por programas como o Bolsa-Família. “Quando a renda aumenta, cresce o consumo”.

 

O economista da Faeg, Edson Alves Novaes, avalia que a consolidação dos resultados apontados pela Tetra Pak dependerá da recuperação econômica não só do Brasil, mas de países emergentes e desenvolvidos.

 

Selo de qualidade – Além das projeções de crescimento do consumo, o estudo apresenta como tendência para o setor a busca por produtos tidos como ideais, com atrativos como: adição de nutrientes, produtos de baixa caloria e ainda a garantia de segurança alimentar, por meio da rastreabilidade.

 

Para o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, o que motiva o aumento na venda de leite, em primeiro lugar, é a confiança de se consumir o produto. Ele informa existir um estudo em São Paulo para implantar no Estado um selo de qualidade na produção local. Rubez, que também é presidente da Câmara Setorial da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, acredita que, começando com o selo em terras paulistas, outras regiões produtoras, como Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, possam também buscar o recurso. Segundo ele, todas as indústrias de laticínios do Estado paulista concordaram com a iniciativa, que também tem o apoio de laboratórios.

 

Empresas investem em instalação e ampliação de unidades

 

Na primeira semana de janeiro o economista Edson Alves Novaes apostava no leite em pó, inicialmente, como carro-chefe do setor na recuperação de preços em 2010, considerando que o item é a principal commodity e já demonstrava cotações melhores. Novaes acredita que, com a recuperação dos mercados internacional e interno as empresas do segmento devem retirar os projetos da gaveta e voltar a investir.

 

Em Bela Vista, a 45 quilômetros de Goiânia, o Laticínios Bela Vista (Piracanjuba) toca a construção de uma segunda torre de secagem para produção de leite em pó com previsão para ser inaugurada até o fim deste ano. A empresa, que também possui planta em Alto Boa Vista (MT), com produção de queijos, planeja inaugurar até 2011 uma nova unidade com perfil da goiana, para produção de leite longa-vida e em pó no município de Maravilha (SC). O Piracanjuba não divulgou sua projeção de volume a ser processado nem a geração de emprego com os investimentos em andamento.

 

A Itambé, na primeira semana de janeiro, já havia negociado com a Argélia a venda de 2 mil toneladas de leite em pó. O item continua em 2010 como carro-chefe da cooperativa, que também vai ampliar a produção de leite fluido e de iogurte. “Este ano a venda de produtos lácteos crescerá mais que o PIB”, aposta o presidente do Conselho de Administração da Itambé, Jacques Gontijo Álvares.

 

Para atender o aumento esperado, Jacques informa que neste ano entra em operação uma unidade da Itambé em São Paulo para a produção de leite longa-vida. Ainda vão ampliar a fábrica de Pará de Minas, onde são preparados iogurte e leite longa-vida. Nos dois projetos os investimentos da empresa somam R$ 120 milhões.

 

Fusão – Terceira maior empresa de laticínios do País, a Itambé anunciou no fim de 2009 o projeto de união de suas operações com outras quatro cooperativas: Centroleite, de Goiás; Confepar, do Paraná; e as conterrâneas Cemil e Minas Leite. Confirmada a transação, a nova empresa assume a liderança no setor na América Latina. Juntas as cooperativas devem concentrar a captação de 10% do leite brasileiro, com um volume de 7 milhões de litros/dia e reunir 40 mil produtores. O faturamento desse grupo em gestação é projetado em cerca de R$ 4 bilhões anuais.

 

Na primeira semana de janeiro Jacques Álvares afirmou à Safra que o processo de união estava na fase de avaliação dos ativos das cooperativas. O resultado desse cálculo é esperado para este mês de fevereiro. “Estou otimista com o andamento do processo de fusão”, disse.

 

Questionado quanto às possibilidades de investimentos, se confirmada a fusão entre as cooperativas, Jacques ressaltou que a decisão, nesse caso, passaria a ser do grupo, e não da Itambé. Mas adiantou: “Certamente essa nova cooperativa terá investimentos maiores que os da Itambé.” Quanto ao nome, disse ainda não terem discutido.

 

A Itambé chegou aos 60 anos em 2009 com 31 cooperativas – 29 associadas e duas administradas, 8 mil fornecedores de leite e cerca de 3.450 colaboradores. Ano passado, na fábrica em Goiás, foram produzidas 66.144 toneladas de produtos, entre leite em pó, leite concentrado, manteiga e creme de leite.

 

Produtores à espera de pagamento

 

Enquanto o setor lácteo assistia no mercado internacional a retomada de preços pagos pelo leite em pó, em Santa Helena de Goiás, a 196 quilômetros da capital, produtores rurais começavam a se movimentar na tentativa de receber uma dívida de quase R$ 6 milhões acumulada pela Parmalat com aproximadamente 330 fornecedores de leite da região. O presidente do Sindicato Rural do município, Santo Garcia, informa que, em reunião com o Sindicato e a Faeg, a Parmalat havia acertado pagar 35% da dívida com os produtores no dia 28 de dezembro, e o restante em duas parcelas com vencimentos no dia 23 de janeiro e 23 de fevereiro. Na prática, a primeira parcela começou a ser paga dia 5 de janeiro e até o dia 22 não havia finalizado.

 

De 17 de dezembro a 12 de janeiro produtores bloquearam a saída de estoques de produtos da empresa. Após confirmação de pagamento da maior parte da primeira parcela, desobstruíram a entrada, mas continuam acampados no local. O desembargador Geraldo Gonçalves Costa, do Tribunal de Justiça de Goiás, liberou a retirada de produtos da unidade pela Parmalat. Segundo o representante da Comissão de Pecuária Leiteira do Sindicato Rural de Santa Helena, Wesley Gonçalves de Oliveira, em torno de dez carretas com 250 toneladas de leite em pó haviam saído até o dia 22 de janeiro, e 230 toneladas do produto entre outros itens fabricados na unidade permaneciam no local.

 

Wesley é um dos produtores com vencimentos a receber da Parmalat. Ele contabiliza cerca de R$ 150 mil vencidos. Segundo o produtor, em função da crise na Parmalat, laticínios próximos se aproveitam da situação para pagar menos pelo leite. A média no fim de dezembro era de R$ 0,45 a R$ 0,75 pelo litro de leite resfriado. A Parmalat pagava de R$ 0,55 a R$ 0,84.

 

Balança Comercial do Leite – Goiás

 

Exportação

Produto

2009

2008

Variação %

 

US$ FOB

kg líquido

US$

FOB

kg líquido

 

Leite integral, em pó, manteiga gorda > 1,5%, concentrado

908.880

300.235

24.356.603

5.281.915

- 96,27%

 

Importação

Produto

2009

2008

Variação %

 

US$ FOB

kg líquido

US$ FOB

kg líquido

 

Leite integral, em pó, manteiga gorda > 1,5%, concentrado

3.488.872

1.555.000

-

-

-

 

 

 PUBLICIDADE