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 Emater Goiás

Emater Goiás

 

Foco no resultado

Reuniões na Secretaria da Agricultura discutiram processo de reestruturação da empresa, que deverá iniciar operação no próximo mês

 

Se os burocratas de plantão não aplicarem manobras protelatórias, tudo indica que a renovada Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (Emater-GO) comece a funcionar efetivamente a partir de 1º de janeiro de 2010. Desde a sua recriação, por meio do Decreto 6.972, assinado pelo governador Alcides Rodrigues em 27 de agosto, a própria Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seagro) mobiliza-se para cumprir a norma, ou seja, reestruturar a empresa até 31 de dezembro. O mesmo decreto autoriza a realização de concurso para contratar 30 profissionais que irão atuar no segmento de pesquisa.

 

“Reunimos todas as condições para a empresa funcionar imediatamente”, garantiu o presidente interino do órgão, secretário Leonardo Veloso do Prado. No dia 22 de outubro, Veloso promoveu encontro na Seagro com 42 entidades ligadas ao setor que discutiram formas de tornar a Emater dinâmica e ágil nesse novo formato.

 

Representantes de entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Universidades Estadual e Federal de Goiás (UEG e UFG) e Ministério da Reforma Agrária apresentaram sugestões e ideias, além de contribuírem para o esboço de um estatuto que também foi discutido na ocasião. Segundo o secretário, os 14 escritórios regionais da Emater-GO e os 202 locais que atendem aos 246 municípios devem ser ampliados de acordo com a demanda.

 

No dia 17 de novembro, um novo encontro, reunindo representantes das comissões de reestruturação da Emater-GO e servidores da Seagro, deu andamento às discussões sobre a reativação da empresa. Na verdade, o secretário busca a participação de todos nesse processo, dividindo com o governo as responsabilidades por uma nova Emater. Os beneficiários seriam o pequeno, o médio e o grande produtor inclusive. Dinheiro parece não ser o problema nessa empreitada. No orçamento de 2010, o governo prevê a destinação de R$ 30 milhões à empresa. Há R$ 2 milhões no caixa do órgão e um contencioso trabalhista de R$ 1 milhão que está sendo amortizado graças a leilões de veículos, tratores e implementos agrícolas realizados por um leiloeiro especializado.

 

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO), Wanderson Portugal Lemos espera que a Emater-GO ressurja com uma proposta nova e cumprindo rigorosamente o seu estatuto. Ela não deve ser alvo de interferências políticas. “Sonhamos com uma empresa envolvida com o segmento produtivo, com foco em resultados e sem o tradicional corporativismo”, defende Lemos. O presidente do CRMV-GO propõe dois critérios para a escolha das pessoas que vão comandar o órgão. O primeiro é o eminentemente técnico e o segundo é o da participação das entidades, a exemplo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “As organizações do setor precisarão blindar a Emater contra o atendimento a interesses individuais”, reitera.

 

A empresa, hoje, possui 230 unidades – 216 locais e outras 14 regionais – quatro estações de pesquisa e campos experimentais em Goiânia, Rio Verde e São Miguel do Araguaia. A equipe de servidores é numerosa. São 667 profissionais de nível médio e superior, incluindo pessoal de apoio, que soma quase a metade desse total, ou seja, 316 pessoas. Com dinheiro em caixa e material humano, a expectativa é ver a Emater reestruturada e cumprindo o seu papel em 2010. E, de preferência, sem os burocratas de plantão.

 

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