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l ITR não sofrerá mudanças em 2002
l Produção do MT exige novas rotas
l Boicote acirra conflitos entre pecuaristas e indústrias
l Feiras ilustram expansão do agronegócio no MT
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| Destaques desta edição... | |||||
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Mara Rosa, no interior goiano, realiza neste mês de setembro sua 10ª Festa do Açafrão. Embora de forma desorganizada, a produção envolve centenas de famílias, conforme reportagem de Carlos Alberto Pacheco. Somente agora, por iniciativa da Universidade Federal de Goiás, o agronegócio açafrão começa a ser estudado, pois trata-se de um produto cuja utilidade é ampla na indústria alimentícia e farmacológica, ao qual agrega-se o valor de ser um corante natural e de poderes medicinais. Fotos de Cristina Cabral.
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Há, praticamente, um consenso entre os cientistas em torno dos transgênicos, quando o assunto é produzir alimentos em maior quantidade e melhor qualidade. Contudo, há quem questione o uso dessa tecnologia sob o argumento de que a falta de alimentos se deve a políticas que contemplem os menos favorecidos, não por escassez. Suinocultores integrados experimentaram o sistema de produção própria da ração. Consideraram vantajoso, por reduzir custos. Piquetes com cercas elétricas nos limites podem representar ganhos de produtividade para o pecuarista. Além de possibilitar a divisão dos pastos, elas são econômicas, pois o investimento fica em torno de 35% do custo de uma cerca tradicional. Os produtores dessa olerícola enfrentam dificuldade ao encontrar um mercado pouco desenvolvido. Embora seja um produto remunerador, a falta de organização atrapalha a comercialização. No Tocantins, os produtores receiam a proliferação da cultura, atraente apenas enquanto o mercado não estiver saturado. Vencidos os percalços iniciais, a indústria Perdigão, em Rio Verde, completa um ano em operação. Investimentos e ocupação da capacidade instalada seguem seu curso normal e produtores integrados mostram-se satisfeitos, tendo negociado, até, um gatilho que permite melhorar o preço quando o custo de produção se eleva. |
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Agora, uma análise fria
Num processo, que teve início ainda em governos passados, Goiás abriu suas portas à industrialização, em busca de um almejado desenvolvimento. Por ser grande produtor agropecuário, o Estado reúne condições logísticas que chamaram a atenção de agroindústrias brasileiras, como a Perdigão. Além de divisas e geração de empregos, a instalação das empresas seria responsável pela inserção de Goiás na rota industrial do País, deixando para trás a característica de mero produtor de matéria- prima. Um pacote de incentivos estaduais e municipais, muito atrativo, que inclui a isenção de vários impostos por longos 15 anos, foi somado à abundante mão-de-obra, grande oferta de matéria-prima a preços competitivos e boas condições logísticas de produção e de escoamento. As indústrias avaliaram e não titubearam. O Estado e as cidades que passariam a abrigá-las profetizaram uma era de prosperidade e desenvolvimento. Em Rio Verde, o comércio se expandiu, novos hotéis e loteamentos foram abertos, vários bancos escolheram a cidade para abrirem novas agências. Mas, agora que o clima de euforia passou e as linhas de produção estão a pleno vapor, seria o momento de fazer uma análise fria sobre a contrapartida pelos benefícios concedidos às empresas. É preciso avaliar se a abdicação de impostos se traduziu em um número compatível de empregos, considerando o porte de tais agroindústrias. O lucro tem de ser bilateral, com uma contrapartida social convincente, à altura do investimento. Os executivos vieram de outros centros e os funcionários das linhas de produção reclamam de uma remuneração pouco acima do salário mínimo. A mão-de-obra no sul do País é melhor remunerada e não deveria haver um grande aviltamento de salários de região para região, um lucro unilateral. O município de Rio Verde investiu na melhoria de infra-estrutura para abrigar um contingente populacional crescente e mais exigente. Mas a propaganda desenvolvimentista atraiu pessoas de várias regiões, que não conseguiram se inserir nesse contexto produtivo e acabaram engrossando as fileiras de desempregados e desabrigados. A pobreza e a violência urbana aumentaram, o trânsito ficou mais complicado e a prostituição cresceu, conforme a própria população. Esses problemas são encarados como conseqüências naturais do capitalismo, sistema que traz desenvolvimento aliado ao aumento do número de excluídos. A questão é: a industrialização é um caminho de pedras que, muitas vezes, é confundido com um mar de rosas em sua plenitude. Não se pode esquecer que parcerias entre governo e indústria não podem redundar em benefícios unilaterais. Um precisa cobrar do outro a sua contrapartida, com mesmo peso e medida.
A editora |
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Agradecimentos - prestigiaram a edição impressa de agosto/2001 os seguintes anunciantes:
Guachuka Cerpal Fertilizantes Ouro Verde Serrana Boi Forte APP Agropecuária Rede Goiana de Rádio Somafértil Detran John Deere Discometal Imal Governo do Tocantins Samedh |
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