Transgênicos avançam em meio a polêmica

 

        Um crescimento das plantações de 2.600% em quatro anos denota a importância dos organismos geneticamente modificados (OGM), também chamados de transgênicos. Só na Argentina, segundo país no mundo na adoção destes produtos, dois milhões de hectares estão semeados com OGMs, cerca de 17% da produção mundial. Instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO) e a Sociedade Internacional de Patologia Vegetal defendem os benefícios dos transgênicos e a expansão da biotecnologia.

        Segundo Juan Izquierdo, coordenador do Escritório de Plantas da FAO para América Latina e Caribe, a regulamentação do acesso aos recursos fitogenéticos é essencial para permitir sua utilização sustentável e garantir poder de negociação dos pesquisadores brasileiros."Não adianta ter uma diversidade que não é conhecida, explorada e utilizada", afirma. A manipulação destes recursos, porém, é vista com receio pela opinião pública que teme por riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

        Além de possíveis riscos, outros interesses podem estar camuflados por trás desta expansão dos OGMs. Para a antropóloga Selma Sena, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) com tese de doutorado em pensamento brasileiro,"os transgênicos são uma bandeira de grandes corporações internacionais que destruiram o Planeta e que agora dizem querer salvar a humanidade e o meio ambiente".

 

        Confira a reportagem completa de Lúcia Monteiro na edição impressa nº 22, de setembro de 2001, de Safra - Revista do Agronegócio.