
Produção do MT exige novas rotas

Estradas rodoviárias precárias prejudicam o escoamento da produção do Mato Grosso e o Estado procura novas opções. Excesso de tráfego e falta de manutenção deterioram a maioria das rodovias mato-grossenses e encarecem o frete em 70%. Hidrovias e ferrovias poderão ser utilizadas, juntamente com as rodovias, para garantir o menor custo de transporte.
Outra alternativa para o estado seria a pavimentação da BR-163(1). A obra pode gerar economia de mais de 40 milhões de dólares por safra e poderia ser uma rota de exportação mais viável do que o porto de Paranaguá (PR). Outro trecho que merece atenção é a rodovia Cuiabá-Santarém, considerada uma das piores estradas do país. Sua pavimentação completa poderia baratear os produtos do sul do Pará em até 40%.
Por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Mato Grosso do Sul (Fundersul), obras e serviços estão sendo executados no Estado. O fundo, adotado também no Mato Grosso, é formado por contribuições sobre o diesel, a gasolina e cada tonelada de produção agrícola comercializados. Os frigoríficos contribuem com 1% de sua carga tributária. O fundo espera arrecadar R$ 145 milhões em 2001 e sofre críticas quanto a sua atuação.
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1) Economia no transporte (custos em dólar/tonelada)Paranaguá X BR-163
R$ 100,51 X R$ 65,83
(incluídos frete rodoviário, despesas portuárias e frete marítimo)
Fonte: Federação da Indústria de Mato Grosso
Confira a reportagem completa de Cícero Henrique O. Souza na edição impressa nº 22, de setembro de 2001, de Safra - Revista do Agronegócio.