Pesquisas poderão fortalecer cultura do açafrão

 

        A falta de estoques aliada ao manejo rudimentar do produto brasileiro prejudicam a comercialização do açafrão, também conhecido como curcuma, que sofre concorrência direta da Índia, Paquistão e Indonésia. Produtores defendem a atuação dos governos estadual e federal na criação de um mercado regulador e na conscientização dos agricultores. O município de Mara Rosa em Goiás é considerado a capital do açafrão por responder por 90% da produção goiana e abrigar cerca de 200 pequenos produtores.

        Há três anos, a Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG) está realizando pesquisas na região, com o objetivo de desenvolver tecnologias para cultivo, industrialização e comercialização da curcuma, além de fortalecer o agronegócio. Como primeira medida para padronização de qualidade, os pesquisadores instalaram, em caráter experimental, uma estufa de secagem com capacidade para abrigar dois mil quilos de açafrão(1).

        Em suas viagens a Mara Rosa, os professores da UFG irão avaliar a produção do açafrão à base de fertilizantes minerais e orgânicos, melhoramento vegetal e os processos de beneficiamento e conservabilidade da planta. As descobertas(2) sobre o produto surpreendem a todos.

        (1) Conhecido por suas propriedades antioxidantes e antimicrobianas, o açafrão intensifica a cor dos alimentos e resiste a altas temperaturas.

        (2) Já existem estudos na Escola de Agronomia da UFG sobre os efeitos antimicrobianos do açafrão em carcaças de frango de corte. Outro estudo significativo está sendo conduzido pela doutora Lídia Andreu Guillo, do Instituto de Ciências Biológicas da UFG. Ela está analisando a ação da curcuma em células neoplásicas para efeito de controle da melanoma (câncer de pele).

 

        Confira a reportagem completa de Carlos Alberto Pacheco na edição impressa nº 22, de setembro de 2001, de Safra - Revista do Agronegócio.