Melancia ganha destaque em Goiás e Tocantins

 

        O baixo preço de venda e os altos custos de produção desmotivam o produtor goiano a investir na cultura da melancia. Em Goiás, um hectare dedicado ao cultivo da fruta está estimado em R$ 3 mil para uma remuneração média variando entre R$ 0,05 e R$ 0,10 o quilo. A produtividade goiana atinge até 30 toneladas por hectare e o estado é o quarto produtor nacional de melancia.

        O engenheiro agrônomo Nozumu Makishima, da Embrapa Hortaliças, acredita que só o associativismo pode minimizar as dificuldades dos agricultores goianos e aumentar as chances de alcançar melhores preços. Ele menciona o exemplo dos produtores de Marília (SP), responsáveis por 20% da participação paulista, que, organizados, atendem grandes compradores e alcançaram a média de R$ 0,12 o quilo em 2000, remuneração considerada boa para a atividade.

        Produtores tocantinenses também estão se dedicando ao cultivo da melancia. A fruta é responsável por 25% da produção de frutas e supera em área plantada o abacaxi, principal produto. Em Tocantins, a rentabilidade é alta em função do aproveitamento da terra e da mão de obra ociosa durante a entressafra do arroz e do ciclo curto da fruta. Tanto a produção goiana quanto a tocantinense são cultivadas durante o período da entressafra nacional, garantindo maior mercado para o produtor.

 

        Confira a reportagem completa de Isabel Alencar na edição impressa nº 22, de setembro de 2001, de Safra - Revista do Agronegócio.