
Boicote acirra conflitos entre pecuaristas e indústrias
O embate entre estabelecimentos frigoríficos e pecuaristas persiste. Os criadores argumentam que os valores recebidos são muito inferiores ao valor de venda no mercado internacional. As indústrias exportam a 32 dólares a arroba, cerca de R$ 80, e pagam entre R$ 37 e R$ 40 a arroba do boi gordo para o pecuarista. Esta diferença levou a Federação da Agricultura do Mato Grosso (Famato) a propor boicote à venda de gado aos frigoríficos para forçá-los a melhorar a remuneração.
As indústrias afirmam que existe um aumento crescente da oferta no mercado interno. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Carne do estado de Goiás (Sindicarne), Magno Pato, a queda do poder aquisitivo da população também auxiliou na redução do consumo no país. "O consumidor está preferindo comprar carne mais barata como a de frango", afirma.
Apesar de reconhecer o aumento da oferta, o presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura, Maurício Faria, acredita que os frigoríficos poderiam pagar pelo menos 20 dólares a arroba.
Confira a reportagem completa de Carlos Alberto Pacheco na edição impressa nº 22, de setembro de 2001, de Safra - Revista do Agronegócio.